Santa Rita de Cássia (1381–1457) é uma das santas mais populares do catolicismo, venerada como a “Santa das Causas Impossíveis”. Sua vida na Itália medieval foi marcada por profundas transformações, passando pelos estados de filha, esposa, mãe, viúva e, finalmente, religiosa.

Nascida como Margherita Lotti em Roccaporena, ela sentiu desde cedo a vocação religiosa, mas casou-se aos 15 anos com Paolo Ferdinando Mancini por desejo de seus pais.

Matrimônio difícil: Paolo era um homem violento e de temperamento difícil.
Rita suportou agressões e infidelidades com oração e paciência por 18 anos, eventualmente conseguindo a conversão do marido antes de ele ser assassinado em uma emboscada.

Perda dos filhos: Temendo que seus dois filhos buscassem vingança pela morte do pai (um pecado grave), Rita pediu a Deus que os levasse antes que manchassem suas almas. Pouco tempo depois, ambos faleceram vítimas de uma
peste, deixando-a sozinha no mundo. Após ficar viúva e sem filhos, Rita tentou entrar no convento das irmãs Agostinianas em Cássia.

Entrada milagrosa: Seu pedido foi negado três vezes por ser viúva.
Segundo a tradição, seus santos devotos (São João Batista, Santo Agostinho e São Nicolau de Tolentino) a transportaram milagrosamente para dentro do mosteiro trancado, o que convenceu as freiras a aceitá-la.

O espinho na testa: Durante uma oração profunda diante do crucifixo, Rita pediu para sentir a dor de Cristo. Um espinho da coroa de Jesus cravou-se em sua testa, criando uma chaga que a acompanhou por 15 anos até sua morte,
exalando muitas vezes um odor forte que a obrigava a viver em isolamento.

O Milagre da Rosa: Já no leito de morte, em pleno inverno rigoroso, Rita pediu a uma parente que lhe trouxesse uma rosa de seu antigo jardim em Roccaporena. Contra todas as expectativas climáticas, uma única rosa floresceu na neve e foi entregue à santa. Este episódio deu origem ao título de “Santa das Rosas”.

Legado e Canonização: Rita faleceu em 22 de maio de 1457. Seu corpo permanece incorrupto até hoje, preservado no Santuário de Santa Rita em Cássia, Itália. Ela foi canonizada pelo Papa Leão XIII em 1900.